terça-feira, 23 de outubro de 2007

A FORÇA DO PENSAMENTO


Por José Antonio Ferreira da Silva
“Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e pela vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites da nossa esfera corporal.”
Allan Kardec – O livro dos espíritos. ([1857]2006:377)


É impressionante a maneira como as pessoas estão alienadas em relação a elas próprias. Elas desconhecem, por completo, os potenciais que possuem e continuam buscando em amuletos, talismãs e rituais, a solução para as situações desagradáveis que estão vivendo. Agem assim porque sempre se vêem como vítima, seja do destino, do azar ou do que for; sempre esperando alguém que as salve. No entanto, a verdade é que o poder capaz de operar essa mudança em suas vidas não está fora, mas, dentro delas mesmas. Na realidade, somos nós, conscientes ou não, que construímos o nosso destino. Por isso, precisamos entender que enquanto continuarmos ignorando nossos poderes internos, nossas vidas continuarão em desajuste.
Pensar é o nosso maior atributo; através do pensamento construímos ou destruímos e, acima de qualquer coisa, modificamos e transformamos, não só o nosso mundo interno e particular, como também, o universo que nos rodeia e no qual estamos inseridos. Podemos afirmar que é através do pensamento que escrevemos o nosso destino. A tal respeito ensina-nos o espírito Hammed ([2000] 2000:52) que:
A força do pensamento influencia o próprio destino humano. O ato de pensar é um dos mais poderosos recursos do indivíduo; é a própria capacidade da mente de transformar ondas energéticas, dando-lhes solidez, forma e sentido.
Desta maneira, categoricamente podemos afirmar: somos o que pensamos e tudo provém do pensamento, de modo que é hora de darmos mais atenção aos pensamentos que alimentamos, às crenças que nutrimos e aos juízos que fazemos, pois são eles que determinam tudo que estamos vivenciando. Se o que estamos vivenciando é resultado do que guardamos na alma, reciclar e substituir os pensamentos são a melhor maneira de ajustarmos nossa vida. Esclarece-nos novamente Hammed ([1997] 1997:125) que:
(...) tudo o que está acontecendo em tua vida são produtos de tuas crenças e pensamentos, que se materializam por fora de ti mesmo; não são, pois, nem punições e nem recompensas, mas reações desencadeadas pelas tuas ações mentais
Não importa por quanto tempo alimentamos pensamentos negativos; podemos modificá-los a qualquer momento. Somos nós quem os escolhemos, os mantemos, e consecutivamente somos os únicos a poder alterá-los, e isso, no momento que quisermos. Se o que estamos vivendo não é bom, com certeza os pensamentos que os geraram também não o são, mas, podemos alterar essa realidade apenas modificando as nossas atitudes mentais. Não existe acaso, nem coincidência ou fatalismo, logo, somos os grandes responsáveis pelo que estamos vivendo. Sobre isso, esclarece Luiz Gasparetto ([1996] 1998:84):
Somos o que fazemos de nós. Estamos onde nos colocamos. Somos o capitão do barco de nosso destino. Dirigimos nossa vida pelas nossas atitudes. Criamos atitudes com aquilo que escolhemos acreditar. E crenças, a gente muda quando quer.
Renasceremos inúmeras vezes, entre outras razões, para aprendermos usar os nossos potenciais internos, dentre eles, a habilidade de lidar com os pensamentos, ou seja, aprendermos a usar nosso potencial mental, sendo esse um dos principais focos de nossa aprendizagem atual. A evolução é um processo que parte do simples para o complexo, é uma trilha que gradualmente vai capacitando-nos para o uso de nossos atributos naturais. É imprescindível aproveitarmos cada experiência, cada oportunidade, compreendendo que quanto mais o aproveitamos, tanto mais evoluímos. É fundamental, portanto, para o nosso aperfeiçoamento, o uso da vontade na disciplina dos pensamentos.
Felicidade é o produto da responsabilidade que temos de usar bem o poder da vontade. Vontade essa que é a força motriz a nos impulsionar rumo à perfeição. Pensar é criar, escolher e construir. Escolher o melhor é tarefa para quem compreendeu que ninguém pode nos fazer feliz, pois, felicidade é conquista interior que poderemos compartilhar. Porém, cada um deverá construí-la por si mesmo, usando para isso o poder do pensamento e da vontade.
O pensamento, dizíamos, é criador. Não atua somente em roda de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura. (León Denis, [1919] 1987:355).
Se por um lado somos detentores desses potenciais, por outro somos os únicos responsáveis pela felicidade ou infelicidade que estamos vivenciando. De forma que perguntamos: que pensamentos você alimenta? Que direção dar seu poder de vontade? – Responda a si mesmo!