domingo, 27 de abril de 2008

Momentos de rara beleza e de grandes emoções


PALESTRA: “NOVAS UTOPIAS – REFLEXÕES DE UM PADRE DEPOIS DA MORTE”
Com: Carlos Pereira (Médium, escritor e orador espírita)
Lançamento do livro de autoria do Espírito Dom Hélder Câmara através do Médium Carlos Pereira. Na Câmara Municipal de Pesqueira. Promoção e Realização Programa Visão Espírita.

Momentos de rara beleza e de grandes emoções, onde através da mediunidade de Carlos Pereira o espírito Dom Helder Camara mostrou que a morte não mata a vida, e como ele que já morreu e ainda vive, viveremos também nós, eternamente.

“Por acreditar firmemente numa vida nova, numa vida diferente, achavam-me alguns um lunático. Outros, mais condescendentes, um visionário. Nem uma coisa nem outra, apenas trabalhava com a realidade divina nas nossas vidas. (...) se a isso alguns gostariam de denominar, a minha enorme crença em Deus e num futuro diferente do que vivia, de utopia, pode crer que sim. A utopia é a essência da crença divina em nossas vidas. Sem a utopia, os homens já teriam deixado de existir há muito tempo.” Dom Helder Camara através de Carlos Pereira em Novas Utopias

O Destino traçado...


O "Dom do Amor" fala do destino:

“Meus caríssimos irmãos, a vida é assim, é um correr para encontrar o nosso próprio destino. Destino traçado por nós mesmos, noutra esfera do existir e que teimamos, muitas vezes, em não querer aceitá-lo. É bem verdade que o esquecemos em nível consciente, mas existe uma luzinha que não pára de piscar a nos alertar, intuitivamente, quando não estamos pelo caminho certo. É assim que se passa a vida, por isso a preocupação de estarmos atentos ao nosso campo íntimo, escutar o que fala profundo o coração, o coração de Deus em nós.” Dom Helder Camara através de Carlos Pereira em Novas Utopias

Somos muito covardes

Dom Helder nos chama atenção para a tarefa de transformação.


“Somos deuses”, assim falava o Nosso Senhor Jesus Cristo, mas parece que estas palavras de nosso irmão maior não foram levadas muito a sério, porque não nos comportamos como deuses que somos. Somos muito acanhados, para falar mais francamente, somos muito covardes. Sim, porque desprovido ainda da fé que remove montanhas, não acreditaremos que somos capazes de realizar as proezas que o Nosso Senhor nos garantira que, se quisermos, poderíamos realizar. Dom Helder Camara através de Carlos Pereira em Novas Utopias

Mãe de todas as Mães



Dom Helder nos emocionou com o seu amor as mães e a Maria mãe de Jesus.


“Nossa Senhora é mãe de todas as mães, também, porque nos momentos de maior dificuldade as mães da Terra suplicam a ajuda da Mãe de Jesus. Somente outra mãe para saber o que se passa verdadeiramente no coração de uma mãe.” Dom Helder Camara através de Carlos Pereira em Novas Utopias


Emocionou-nos novamente falando-nos do Cristo, de seus ensinamentos e de nossa responsabilidade perante eles.


“Usemos o exemplo do Cristo em nossas vidas. Sejamos disciplinados com esse bem muitíssimo precioso e demos a ele a importância que lhe cabe. Assim a nossa vida se tornará mais produtiva e haveremos de fazer Maravilhas quando retornamos ao plano de espírito e dizer de nós para nós mesmos: Valeu a pena viver, combater bem o bom combate.” Dom Helder Camara através de Carlos Pereira em Novas Utopias

terça-feira, 22 de abril de 2008

Evolução

Evolução espiritual não guarda a menor semelhança com salvação, não é privilégio ou muito menos um dom, é sim, fruto de comprometimento e trabalho de quem realmente entendeu que quando nos ajudamos o céu nos ajuda. Sem dúvida evolução é um processo natural ao qual estamos fadados, porém como atingir-la é o fruto das escolhas que fazemos com o nosso livre arbítrio e do uso dos recursos que a divindade nos equipou a todos. Por tudo isso é preciso refletir sobre como estamos vivendo e que sentido temos dado a nossa existência, estamos realmente fazendo bom uso de todos os nossos potenciais e aproveitando todas as oportunidades que a vida nos traz? Aprendemos que a vida é eterna e que a evolução acontece existência a existência, mas também aprendemos que os minutos não se repetem e que quem melhor os aproveitar chegará mais rápido a seu fanal, ou seja, a perfeição.

Por: José Antonio Ferreira da Silva

domingo, 20 de abril de 2008

Mediunidade e Pensamento

Pela mediunidade fica comprovado que a morte não é o fim da vida, é apenas a transferência de dimensão. Da dimensão material para a espiritual. Pela mediunidade demonstra-se que uma dimensão interage com outra. Podendo ser essa influência negativa ou positiva, e que, tantos os encarnados influenciam os desencarnado, quantos estes àqueles. O pensamento é a grande força do universo, toda ação é antes uma idéia, um pensamento. Um pensamento bom cria coisas boas, um pensamento ruim fomenta coisas ruins e esses pensamentos em comunhão com outros pensamentos têm um poder muito maior.Pela experimentação mediunica demonstra-se que a lei que impera no universo, é a lei de afinidade. Pensamentos comuns, ruins ou bons juntam-se pela força da sintonia.
Mediunidade é a capacidade de entrar em contato com os pensamentos, sentimentos e emoções de outras consciências.

sábado, 19 de abril de 2008

Interferência Espiritual

Toda interferência espiritual acontece respeitando a afinidade entre os agentes envolvidos no processo. Exemplo: quando pensamos no bem atraímos quem é do bem; quando pensamos no mal atraímos quem é do mal. Por isso, nos ensina o espírito Manoel Philomeno de Miranda: Pelo pensamento, cada um de nós elege a companhia espiritual que melhor nos apraz. Concordando com o que também ensina Hammed: Ninguém simplesmente “pega” energias nocivas ou atrai espíritos infelizes de modo casual ou fortuito. A vida não é injusta. Temos o que merecemos. Não somos vítimas impotentes vivendo um destino impiedoso. Nada é por acaso, e todo efeito tem causa, se estamos sendo foco de algum tipo de obsessão ou perturbação espiritual é porque de alguma forma as provocamos. Escreveu Allan Kardec: É assim que Deus deixa à nossa consciência a escolha da rota que devemos seguir e a liberdade de ceder a uma ou a outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.
Por: José Antonio Ferreira da Silva

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Espiritualidade de Verdade

A realidade da sobrevivência do espírito e do seu intercâmbio com os homens encontra-se ínsita no próprio ser, e os fenômenos exteriores têm como finalidade torná-lo consciente, quando imerso na matéria, a fim de que faça a sua existência mais saudável, otimista, criadora, de forma que possa crescer incessantemente, adquirindo, mediante as experiências novas, os recursos que o capacitem para a evolução que o aguarda.Poucas são as pessoas que, mesmo presenciando alguma manifestação mediúnica, encontram-se conscientes de sua natureza espiritual – Preferem continuar ignorando o espírito que são e os potenciais que possuem. A verdade é que elas buscam nas comunicações mediúnicas apenas fórmulas e rituais capazes de resolverem seus problemas e satisfazerem suas vaidades, perdendo, assim, a oportunidade de usarem os próprios recursos internos, sem a necessidade de nenhum subterfúgio para construção da felicidade tão desejada.

Por José Antonio Ferreira da Silva

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Diante do Sofrimento



Segundo os benfeitores espirituais, diante das dores e sofrimentos há questionamentos necessários a se fazer. Primeiro, devemos nos perguntar: o que a vida está querendo me dizer com essa situação? E tentar analisar por todos os ângulos possíveis, tentando ouvir a mensagem subliminar que a vida está nos passando. Em seguida, questionemos: como terei provocado esses acontecimentos? Sabemos que somos nós que estamos a cada momento escrevendo e reescrevendo os nossos destinos, ou seja, tudo é desencadeado a parti de nossas atitudes, então, como provoquei e como posso alterar as atitudes que geraram esses acontecimentos? Por fim, a pergunta mais importante: como transformar essa situação para melhor? O que poderei fazer para reverter esse quadro de dor em aprendizado? Como agir de maneira a utilizar o hoje para resgatar o passado e construir um futuro de luz? Esses questionamentos levar-nos-ão a uma postura mais lúcida e consciente.


POR: José Antonio Ferreira da Silva

domingo, 13 de abril de 2008

Autoconhecimento

"Crescer é um trabalho interior que leva tempo.
Tenha paciência com você.
Você merece o melhor de si mesmo.
Você está inteiramente em suas mãos.
Lembre-se que Deus, ou a vida, só poderá dar a você
O que você se der.
Você é vida. É Deus!
Cresça e sua vida crescerá.
Você é o seu melhor amigo ou o seu único inimigo."
Luiz Antonio Gasparetto - Livro "Atitude"

A força do pensamento influencia o próprio destino humano. O ato de pensar é um dos mais poderosos recursos do indivíduo; é a própria capacidade da mente de transformar ondas energéticas, dando-lhes solidez, forma e sentido.Desta maneira, categoricamente podemos afirmar: somos o que pensamos e tudo provém do pensamento, de modo que é hora de darmos mais atenção aos pensamentos que alimentamos, às crenças que nutrimos e aos juízos que fazemos, pois são eles que determinam tudo que estamos vivenciando. Se o que estamos vivenciando é resultado do que guardamos na alma, reciclar e substituir os pensamentos são a melhor maneira de ajustarmos nossa vida.
Somos o que fazemos de nós. Estamos onde nos colocamos. Somos o capitão do barco de nosso destino. Dirigimos nossa vida pelas nossas atitudes. Criamos atitudes com aquilo que escolhemos acreditar. E crenças, a gente muda quando quer.Renasceremos inúmeras vezes, entre outras razões, para aprendermos usar os nossos potenciais internos, dentre eles, a habilidade de lidar com os pensamentos, ou seja, aprendermos a usar nosso potencial mental, sendo esse um dos principais focos de nossa aprendizagem atual. A evolução é um processo que parte do simples para o complexo, é uma trilha que gradualmente vai capacitando-nos para o uso de nossos atributos naturais. É imprescindível aproveitarmos cada experiência, cada oportunidade, compreendendo que quanto mais o aproveitamos, tanto mais evoluímos. É fundamental, portanto, para o nosso aperfeiçoamento, o uso da vontade na disciplina dos pensamentos.
Por: José Antonio Ferreira da Silva

quinta-feira, 10 de abril de 2008

As penas futuras segundo o Espiritismo

Por: AVANIZE G. MENDES

No capítulo VII da primeira parte do livro “O Céu e o Inferno”, encontramos interessantes questões sobre a vida futura.
As explicações do Espiritismo sobre a crença na vida futura, não se fundamentam em teorias nem em sistemas preconcebidos, mas nas constantes observações oferecidas pelas almas que deixaram a matéria e gravitam na erraticidade nos diferentes planos evolutivos.
Há quase século e meio, essas informações são cuidadosamente anotadas, comparadas e selecionados e formam um compêndio que esclarece devidamente o estado das almas no mundo espiritual.
Quando levamos em conta a universalidade das informações, observamos que as pessoas que viveram em diferentes raças, credos, condições sociais ou intelectuais, religiões, e mesmo ateus, confirmam que a sua situação atual é decorrência do seu próprio passado.
Ao reencarnar, o espírito vem com uma programação geral, tendo como base os velhos erros e acertos, sem que isso determine um destino fatalista. Submete-se às provas e expiações que mais possam ajudá-lo a livrar-se do passado delituoso e fazê-lo avançar na escala espiritual. Há vezes que, além dos fatos da encarnação imediatamente anterior, há outros pendentes de outras passagens pelos planetas que já podem ser enfrentados. Porém, se forem penosos, só poderão ser atendidos por um espírito amadurecido e com capacidade para vencer problemas mais graves. Se ele ainda não tem condição, as provas e as expiações serão ainda suaves, em atenção à pouca capacidade do espírito, no atual momento, e as mais difíceis ficam para outra oportunidade.
A vida do espírito na erraticidade e a sua intenção ou não, conhecimento ou não, aceitação ou não de encarnar depende da situação em que se encontra. A maioria dos que desencarnam na Terra continuam imperfeitos e sofrem na espiritualidade todas as conseqüências dos defeitos que carregam. É este grau de pureza ou impureza que o faz feliz ou infeliz no plano espiritual.
Para ser ditoso o espírito necessita da perfeição. Como isso é raro neste mundo, é fácil concluir-se que a erraticidade que circunda o planeta é ainda um vale de lágrimas, semelhante ao mundo material. É essa comunidade que nos rodeia e influencia os nossos pensamentos, exigindo de nós muita oração e vigilância.
A compreensão e a crença nessa verdade farão os homens melhorar para sofrer menos. Cada um tratará de construir com sabedoria seu próprio futuro para ficar livre das dores.
Estas notícias deixam claro que não há castigo de Deus porque Deus é a Lei. Não pune nem dá prêmios. Toda imperfeição, e as faltas dela nascidas, embute o próprio castigo em condições naturais e inevitáveis. Assim como toda doença é uma punição contra os excessos, como da ociosidade nasce o tédio, não é necessária uma condenação especial para cada falta ou para cada pessoa em particular. Quando segue a lei o homem pode livrar-se dos problemas pela sua vontade. Logo, pode também anular os males praticados e conseguir a felicidade.
A advertência dos espíritos nessa nossa escalada é objetiva e segura. Dizem que “o bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos, é, portanto, o resultado de uma imperfeição.” Observem que não basta não fazer o mal. É preciso fazer o bem.
Os espíritos advertem, também, que não é suficiente que o homem se arrependa do mal que fez, embora seja o primeiro e importante passo; são necessárias a expiação e a reparação.
Quando falta ao espírito a crença na vida futura, fica difícil ele lutar por algo que não acredita e, nesse caso, pratica o mal sem preocupar-se com futuras conseqüências. Por isso, é comum aos espíritos atrasados acreditarem que continuam vivos, materialmente, mesmo após a desencarnação. Continuam com as mesmas necessidades que tinham quando eram humanos. Sentem fome, frio e enfermidades, como qualquer encarnado.
Tudo o que acontece a qualquer um de nós está inscrito na nossa consciência. Dela não podemos fugir por mais longe que estejamos do lugar onde cometemos as faltas. A solução para ter a consciência tranqüila é reparar os erros e desfazer-se do presente que nos atormenta. Quanto mais demoramos na reparação mais sofremos. Não devemos adiar. Nas suas lições, já nos ensinou Jesus: “Reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho.”
No próprio capítulo em questão de “O Céu e o Inferno”, há uma indagação que todos nós certamente já fizemos algum dia: Por que tanto sofrimento? “Deus não daria maior prova de amor às suas criaturas criando-as infalíveis, perfeitas, nada mais tendo a adquirir, quer em conhecimento quer em moralidade?” Mas a resposta é óbvia. Deus poderia tê-lo feito, mas não o fez para que o progresso constituísse uma lei geral. Deixou o bem e o mal entregue ao livre-arbítrio de cada um, a fim de que o homem sofresse as dores dos seus erros, mas também o prazer dos seus acertos. E dando “a cada um, segundo as suas obras, no Céu como na Terra.” Esta é a Lei da Justiça Divina. Se assim não fosse, a vida não teria tempero.
O sofrimento, em resumo, é inerente à imperfeição. Livre-se o homem da imperfeição pela sua própria vontade e anulará os males dela decorrentes; conquistará nesse momento a sonhada felicidade.

terça-feira, 8 de abril de 2008

VIVENDO E APRENDENDO

Por: AVANIZE G. MENDES

No dizer de Joana de Angelis: “Responsabilidade resulta da consciência que discerne e compreende a razão da existência humana, sua finalidade e suas metas, trabalhando por assumir o papel que lhe está destinado pela vida. Livro Jesus e a atualidade págs. 65 e 66 e continua ela, o homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo. Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio, tão pouco ocupa-se do desculpismo ridículo”.
Quando nascemos ou chegamos à casa provisória da nossa experiência, não estamos prontos, somos potencialmente perfectíveis, não sabemos de imediato como trabalhar essa nossa necessidade de ir para frente, temos um corpo, e com ele todas as ferramentas que nos levará a conquista do idealizado, do planejado, a primeira lição a aprender é o respeito e a aceitação desse corpo novo e adequado às necessidades evolutivas, nem mais nem menos, tudo na medida exata do tamanho da carência espiritual, do degrau que precisa ser conquistado, desenvolver amor por essa abençoada casa e perceber no corpo que habitamos a sua função divina, que oportuniza a lição inadiável para nosso espírito que busca a perfeição.
Compreender que estamos numa escola é provavelmente a nossa segunda descoberta, é que tudo e todos que cruzam o nosso caminho são professores em potencial, são os agentes de aprendizagem. Com o tempo nós aprendemos que não importa o quanto nos rebelemos com o estabelecido, a vida não vai parar para nos privilegiar, não vão se modificar para nos fazer felizes, que ninguém vai fazer nossa lição, ela é intransferível e pessoal. Descobriremos cedo ou tarde que erros são demonstrações de formas inadequadas de fazer as coisas e que são nossos grandes amigos, pois erros e acertos são faces da mesma lição, e que estão em nossa vida como hábeis mestres, a nos demonstrar efetivamente, a necessidade de ampliar os nossos horizontes, fazendo que percebamos que certas escolhas não foram convenientes, que o que faz doer não nos serve, embora tenham cumprido a missão de nos despertar.
O tempo, esse é o nosso grande mestre, a lição se repete tantas vezes quantas se fizerem necessárias,e nos será mostrada de tantas maneiras até que aprendamos, e vai se intensificando até que compreendamos, concebamos que o jeito melhor de aprender é nos tornando flexíveis, dóceis, como a lição do bambu que vai ao sabor do vento, verga, mas não quebra, pois as raízes se aprofundam na terra lhe fortalecendo o caule, assim deveremos aprender, tendo a humildade e inteligência para olhar com cuidado cada ato e atitude da vida, ler nas entrelinhas, o que a vida está me ensinando agora, em que ponto da minha ignorância ela está tocando, qual parte de mim ela quer salientar para polir e deixar-me luzir para a perfeição, as nossas são raízes superficiais demais, quando algo não nos agrada, vamos logo ceifar em outro terreno, nos distraímos preocupados excessivamente com a plantação do outro, pois que o outro não nos serve como o próximo para amarmos, como nos ensina Jesus. O outro é sistematicamente usado para nos afastar da nossa triste noite interior. Enquanto insistirmos em usar o outro para nos afastar de nós mesmos, enquanto o outro for o nosso foco de fuga, a nossa rota pra fora, e o medo de viajarmos para o país de nós mesmos, as dores irão se intensificando até nos deixar em carne viva e por isso mais sensíveis, mais cordatos, finalmente iremos pra casa em pedaços, tão doidamente doídos, reconstruir nas ruínas por nós provocadas, refazer o caminho, conscientes que o primeiro passo precisa ser dado por nós mesmos, que ninguém, ninguém mesmo, fará a parte que nos cabe, arcando com o ônus do abandono interior, perceberemos quais tolos fomos, tínhamos um terreno fértil e imenso para cultivar e na nossa embriaguez fugimos para o terreno do outro, que deveria nos servir como referência, nunca como solução, ou os donos das sementes que a cada um cabe plantar e cultivar, descobriremos finalmente que o outro não nos deve nada, que a nossa é uma batalha solitária e abençoada, pois a cada um os louros da conquista espiritual. Deus nos deu a imensa tela da existência perfectível, cabe a nós a escolha da qualidade da tinta com que coloriremos o nosso porvir, e quanto tempo levaremos nessa obra de arte que assinaremos honrosamente, num tempo cujo ritmo somos nós que estabelecemos.
Isso posto fica absolutamente salientada a nossa responsabilidade, as respostas estão em cada um de nós. As equações terão o resultado das escolhas que fizermos. O certo e errado não existem, mas as conseqüências são pássaros que nos libertam ou charcos que nos aprisionam e torturam sistematicamente, até que novas lições sejam aprendidas. Responsabilidade que não compactua com as loucuras de homens desavisados, delinqüentes bem postos na ilusão do vernis social e político; responsável é o ser que sabe ocupar o seu espaço, consciente do seu papel na construção de uma sociedade mais justa, mais espiritualizada. O ser responsável sabe na medida exata o que a vida lhe pede e não negligencia a oportunidade de ser exemplo, de mostrar em cada atitude, a sua postura elegante, de quem tem consciência e delicadeza moral, responsável, sabe que a ele cabe o dever do fazer bem feito, contudo, sabe ser paciente com o ser ainda adormecido, inconsciente do potencial latente que cada um é possuidor, não negligencia uma oportunidade de ser professor, de nos dá lição, de efetivamente demonstrar na ação que cada um é capaz, de fazer sua lição de casa, que os sonhos são realizações possíveis e só depende de nós. Deus infinitamente bom, não se cansa de enviar para o convívio da nossa ignorância os já iluminados, responsáveis e conscientes para servir de parâmetros, exemplos a serem seguidos. A luz do saber nesses seres é um convite para levantarmos da nossa inércia, erguer o olhar já cansado de paisagens sombrias e assustadoras, da floresta densa da nossa irresponsabilidade sistemática, pois que todos nós, sem exceção, temos na consciência a bússola que nos dá o norte das leis Divinas,o abuso dos direitos de escolha, a persistência em pegar atalhos e a ilusão de que a luz do outro acabará com a escuridão da nossa noite moral, nos colocou na retaguarda do crescimento. Querendo voar com as asas alheias, continuamos a nos arrastar nas ilusões perigosas dos desvarios, dos jogos fáceis, que à nossa ignorância fascinam.
Se não somos capazes ainda do dia claro do conhecimento, comecemos pela madrugada do saber, que vislumbra ainda que timidamente, um dia de sol esplêndido, que fere o nosso olhar acostumado a escuridão confortável da nossa ilusão, vamos, embora devagar, sempre em frente, nos deixando envolver docemente nessas lições amorosas com que Deus nos presenteou e continua a acreditar na sua criatura, ninguém sabe mais da criatura do que o seu criador, se as vezes a vida faz doer é só um jeito inteligente em que a grande inteligência explicita o nosso jeito inadequado de fazer as coisas.
Sempre dependerá de nós, luz ou escuridão, saber ou ignorância, tudo são escolhas, os outros são irmãos também a caminho da própria iluminação, não são degraus para serem usados desrespeitosamente por nossa insanidade, podem e devem ser companheiros de jornada, nunca a desculpa para os nossos descaminhos, somos sempre responsáveis pela forma como estamos aprendendo a lição. Pensemos nisso...

sábado, 5 de abril de 2008

PALESTRA: “NOVAS UTOPIAS – REFLEXÕES DE UM PADRE DEPOIS DA MORTE”



PALESTRA: “NOVAS UTOPIAS – REFLEXÕES DE UM PADRE DEPOIS DA MORTE”
Com: Carlos Pereira (Médium, escritor e orador espírita)

Palestra - Autógrafos - Lançamento do livro de autoria do Espírito Dom Hélder Câmara através do Médium Carlos Pereira.

”Para mim, a morte é o começo da verdadeira vida. Quando começa a verdadeira vida, a vida sem fim, a vida imortal, nós a chamamos de morte. Mas, para quem tem a felicidade de ter fé, a morte é o começo da verdadeira vida.” (Dom Hélder Câmara)

"Quem, em sua fé, aceita o fenômeno da psicografia, não procura provas nem busca semelhanças entre este escrito e as muitas obras que, no tempo em que estava conosco, o Dom nos deixou. Acolhe na fé esta obra e aproveita as lições espirituais aqui contidas. Quem rejeita tal interpretação, pode, assim mesmo, ler este livro como herança espiritual de Dom Helder, pois se situa na mesma tradição da espiritualidade da paz, da não violência e da solidariedade que o Dom sempre nos ensinou."
(Marcelo Barros – monge beneditino. Trabalhou com Dom Helder Câmara durante nove anos, como secretário para relação ecumênica com as igrejas cristãs e outras religiões.)

Local: Câmara Municipal de Pesqueira - Entrada Franca
Data: 26/04/2008
Hora: 19:30 h

Promoção & Realização
Programa Visão Espírita

LIVRE-ARBÍTRIO

Por AVANIZE G. MENDES

No livro plenitude Joana de Angelis afirma: “ indubitavelmente, conforme acentua a doutrina espírita, o homem é a síntese das suas próprias experiências, autor de seu destino, que ele elabora mediante os impositivos do determinismo e do livre-arbítrio.” (Pág. 29)
Joana de Angelis nos fala de liberdade no seu livro o Homem Integral, de forma primorosa, ela sintetiza: “ A liberdade é um direito que se consolida na razão direta em que o homem se auto descobre e se conscientiza, podendo identificar os próprios valores, que deve aplicar de forma edificante, respeitando a natureza e tudo quanto nela existe e continua, a liberdade começa no pensamento, como forma de aspiração do bom, do belo, do ideal que é tudo quanto fomenta a vida e a sustenta, dá vida e a mantém livre, é o espírito que se domina e se conquista, movimentando-se com sabedoria por toda parte, idealista e amoroso, superando as injunções pressionadoras e amesquinhantes.” (Pág. 32-33)
No dicionário livre-arbítrio, no sentido literal, é capacidade individual de autodeterminação. Autodeterminação: capacidade de decidir por si próprio.
Livre escolha, essa capacidade de escolher e escrever a história pessoal, de fazer acontecer e arcar com as conseqüências, a mim fascina e encanta, pois realça a grandiosidade das leis divinas que a todos alcança imponente, perfeita. A Doutrina Espírita nos ensina: não há destino, predestinação, não existe sorte, não há azar, nós construímos o futuro todos os dias presentes de nossa existência com nossas ações e pensamentos, determinamos com nossas escolhas, os caminhos que o nosso espírito quer tomar, que rumo seguir, colocando em prática, lançando mão do mais precioso presente que Deus na sua infinita justiça e amor, concedeu a suas criaturas inteligentes, o livre-arbítrio, direito esse, que nos torna senhores da nossa dita ou desdita, construtores do nosso destino, autores e atores no palco da existência.
A evolução é o fundamento da vida e ela se dá através das experiências vividas. Novos conhecimentos, novas vivências e convivências, e o burilamento incessante, que as nossas escolhas provocam, na busca incansável do homem pela felicidade plena, e nessa busca, o espírito adquire conhecimentos novos e amplia os sentidos, alarga a visão no aspecto afetivo, emocional, moral, filosófico, científico e se descobre capaz de belas construções. Indaga de onde vem, o que está fazendo aqui, para onde vai quando a noite do tempo o colher e o que fez de si mesmo ganhará dimensões de extrema importância, de tal monta, que o levará a reler a própria história, salientando os equívocos das escolhas feitas. Ao somar conhecimentos, modificamos o nosso entendimento, a nossa visão se amplia e a nossa capacidade de escolher, de exercer o livre-arbítrio, se torna mais consciente, mais real e mais responsável. Partimos para patamares mais elevados, como observadores do alto de uma construção, capazes de abarcar todo o contexto existencial, como se o nosso censo de direção se ampliasse significativamente, e, com segurança poderemos trilhar todas as direções e conquistar tesouros para o nosso espírito sedento de liberdade, sabermos, como senhores do nosso destino, marcharmos para grandes caminhadas, conscientes e responsáveis pelos atos e atitudes, plantando e colhendo na medida exata que a nossa maturidade espiritual permite e credita a nossa capacidade do já realizado, e, do ainda por vir.
Diante do desafio existencial e utilizando o nosso livre-arbítrio, autores incontestes do próprio destino, seguimos a princípio, tímidos, inseguros, mas, à medida que avançamos, o nosso discernimento se apura e, de posse de maior visibilidade, nosso censo de direção melhora sensìvelmente e com passos mais ousados, desafiamos o estabelecido e vestimos as coisas com o tecido mais sutil do amor, da tolerância e do respeito, conscientes de que cada ação dará respostas equivalentes, colocando em prova nossa capacidade de aceitação, testando nossa inteligência emocional. A vida vai mexendo nos botões certos, puxando do poço escuro da nossa ignorância as prioridades de aprendizagem, salientando os nossos enganos, nos forçando a rever escolhas que se tornaram inadequadas, nos proporcionado ensejo de transformação, sempre para melhor.
Os espíritos nos esclarecem, que somos livres absoluta e incontestavelmente no pensamento. De outra forma, sempre estaremos presos a convenções, a limites físicos e necessidades concernentes à própria estrutura do planeta, no qual estamos vinculados. Partindo da liberdade inconteste do pensamento, entendemos que tudo começa a partir dele, da força e energia nele existente é que no exercício do mesmo, promovemos a nossa liberdade ou nos deixamos aprisionar nas masmorras da nossa imprevidência. A nossa incapacidade de melhor escolher, nos faz prisioneiros de atitudes nem sempre inteligentes, muito menos sábias. Se tudo começa no pensamento, as construções mentais são de nossa total responsabilidade, como estamos nos conduzindo, que companhias atraímos, que material estamos utilizando nessa longa e demorada construção, que nos colocará no patamar de excelentes engenheiros existenciais ou medíocres observadores, indigentes na caminhada evolutiva.
De todos os conceitos fundamentais que compõem o núcleo do espiritismo, o livre-arbítrio é o de aspecto relevante, que sustenta a lei de amor e confiança que a divindade brindou suas criaturas, que sustenta a evolução inteligente do universo. Livre-arbítrio é a ação do espírito no limite do conhecimento adquirido, responsável no limite do seu entendimento. É o infinito amor de Deus por suas criaturas, creditando a cada um o mérito de suas escolhas, sem preferências, sem privilégios, a cada um segundo as suas obras, como ensinou o Cristo.
Não vale culpar a vida, os políticos, a sociedade ou o Criador. Não vale fugir para a desculpa do outro nos induzindo ao mal feito, pois será pedido a cada um exatamente o que o seu arbítrio deliberou, elegeu em preferência a outros, pois mesmo quando não exercemos o direito da escolha, é que escolhemos não escolher, exercitando o direito da não escolha. Não há como nos eximir da responsabilidade na existência, Deus não precisaria de nós, porém ele quis precisar, nos colocando como artífices do nosso progresso, herdeiros de nós mesmos, construtores e autores da própria história, com que tinta pincelaremos as cores do nosso existir, que história escreveremos e como narraremos essa história, é e será sempre o resultado das escolhas que fizermos, e, com ela, a colheita do que semearmos, na medida exata da compreensão que tivermos, galgando o degrau da evolução, vislumbrando o porvir da perfeição, colorindo de arco-íres o nosso horizonte, que há de vir, pois para isso fomos criados, para isso existimos no amor do criador por suas criaturas.