quinta-feira, 29 de maio de 2008

Paz



Cada segundo, um pensamento
E um tremor por dentro
Cada idéia, um sentimento
E uma resposta do teu centro
Cada escolha, uma reação
E uma farpa de vibração
Cada ato, uma consequência
E um refleso de vivência
Cada intenção, um desejo
E a luz de lampejo
Cada passo, um caminho
E um avanço de mansinho
No infinito passar do tempo
E assim se faz a lucidez
E todo discernimento.

(poema de Luiz Gasparetto)

Exercício de Paz




Se estou cansado, descanso na alma
Se estou perdido, me acho na alma
Se estou magoado, perdôo com alma
Se estou inseguro, me afirmo na alma
Se estou sozinho, ela me acalma
Se a dúvida abate, decido nela
Se a maldade combate, me protejo nela
Seja qual for a luta
Seja qual for a conquista
Fique na alma
Persista.

(poema de Luiz Gasparetto)

Escute sua Alma



Gosto de gostar
Amando o modo de amar
Dançando o dançar
Degustando o ficar
Se sujando de existir
Nas delícias do espontâneo
Gosto de gostar das coisas que gosto
Do gosto gostoso do mel da vida
Premiando-se em cada presente
Com o presente da presença
Mão eternamente aberta
No prazer de nada possuir
No saber que só o permitir
É que pode fazer sentido
Do verdadeiro prazer sem fim
Pois quando eu me deixo sentir
Deus se expande em mim.

(poema de Luiz Gasparetto)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Tudo tem uma função


“Não guerreie com nada.
Combater é fortalecer o inimigo. É dar-lhe importância. É crer no mal.
Pare de lutar.
Aceite e estude.
E transforme-se com amor.
Lembre-se que se você investir na inteligência pacífica, a vida o tratará
com carinho e sabedoria.
Se você investir na agressão, a vida o ensinará pela dor.
Aceite. Não critique.
Criticar é culpar Deus. Tudo é obra dele.
Tudo tem uma função divina.
Mesmo tudo que você sente como ruim para você.
Tudo tem uma função nobre.”
Luiz Gasparetto – Atitude

“Cada um transita pelo caminho certo, na hora exata, de acordo com seu estado evolutivo. Não há com que nos preocuparmos; tudo está absolutamente correto, porque todos estamos amparados pela sabedoria providencial das Leis Divinas.”
Hammed – As dores da Alma

Somos o que fazemos de nós. Estamos onde nos colocamos. Somos o capitão do barco de nosso destino. Dirigimos nossa vida pelas nossas atitudes. Criamos atitudes com aquilo que escolhemos acreditar. E crenças, a gente muda quando quer.
Renasceremos inúmeras vezes, entre outras razões, para aprendermos usar os nossos potenciais internos, dentre eles, a habilidade de lidar com os pensamentos, ou seja, aprendermos a usar nosso potencial mental, sendo esse um dos principais focos de nossa aprendizagem atual. A evolução é um processo que parte do simples para o complexo, é uma trilha que gradualmente vai capacitando-nos para o uso de nossos atributos naturais. É imprescindível aproveitarmos cada experiência, cada oportunidade, compreendendo que quanto mais o aproveitamos, tanto mais evoluímos. É fundamental, portanto, para o nosso aperfeiçoamento, o uso da vontade na disciplina dos pensamentos.

José Antonio Ferreira da Silva

sábado, 24 de maio de 2008

A REENCARNAÇÃO E SUAS NUANÇAS


Editorial do Jornal “O Imortal”, abril 2008


A união da alma com o corpo, ensina o Espiritismo, tem início na concepção, mas só se completa no nascimento. O invólucro fluídico, também chamado perispírito, é que permite a ligação da alma ao gérmen. Essa união vai-se adensando e tornando-se mais íntima, de momento a momento, até que se completa quando a criança vem à luz.
No período intercorrente, da concepção ao nascimento, a ação da força vital faz com que diminua o movimento vibratório do perispírito, até o momento em que , não atingindo o mínimo perceptível, o Espírito fica quase totalmente inconsciente. E dessa diminuição de amplitude do movimento fluídico, diz Gabriel Delanne, que resulta o esquecimento do passado.
Quando o Espírito vai encarnar num corpo humano em via de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito,o liga ao ovo, que o atrai por uma força irresistível desde o instante da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, esse laço se encurta. Sob a influência do princípio vital presente no gérmen, o perispírito se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, como se o Espírito, valendo-se do seu perispírito, se enraizasse no gérmen, a exemplo da planta que se enraíza no solo. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, está completa a unia, e o ser nasce então para a vida exterior.
A partir do momento em que o Espírito é colhido no laço fluídico que o prende ao ele entra em estado de perturbação que aumenta à medida que o laço se aperta, perdendo o Espírito, nos últimos momentos, toda a consciência de si próprio, de modo que jamais presencia o seu nascimento. Quando a criança respira, ele começa a recobrar as faculdades, que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que hão de lhes servir às manifestações.
André Luiz relata-nos, detalhadamente, o imenso carinho e os inúmeros cuidados que o Mundo Espiritual dedica ao processo reencarnatório. Na obra “ Entre a Terra e o Céu”, o ministro Clarêncio, ao reportar-se à reencarnação de Júlio, fornece informações interessantes sobre a redução perispiritual. Diz então o amorável ministro da colônia “Nosso Lar”: “A reencarnação, tanto quanto a desencarnação, é um choque biológico dos mais apreciáveis. Unido à Matriz geradora do santuário materno, em busca de nova forma, o perispírito sofre a influência de fortes correntes eletromagnéticas,que lhe impõem a redução automática”. “Durante a gravidez de Zulmira, a mente de Júlio permanecerá associada à mente materna, influenciando, como é justo, a formação do embrião. Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento enfermiço de nosso irmão que regressa ao mundo. /assim sendo, Julio renascerá com as deficiências de que ainda é portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais.”
Em outra obra de André Luiz, Missionários da Lua, deparamos também com preciosas informações a respeito da complexidade do trabalho realizado pelo Plano Espiritual, sempre que retorna ao mundo corporal um Espírito em resgate ou reajustamento de tarefas mal executas em existência anterior. Interessado no caso Segismundo, Alexandre aduziu, reportando-se aos seus futuros pais: “Voltaremos a vê-los no dia da ligação inicial de /Segismundo à matéria física. Preciso cooperar, na ocasião, com os nossos amigos /construtores, aos quais pedi me apresentassem os mapas cromossômicos, referentemente aos serviços a serem encetados”. Quando disse isso, Segismundo já se encontrava desde a semana anterior, em processo de ligação fluídica direta com os futuros pais. À medida que se intensificava semelhante aproximação, ele ia perdendo s pontos de contato cm os veículos que consolidou na esfera espiritual através da assimilação dos elementos peculiares àquele plano. A operação - explicou Alexandre – era necessária para que o perispírito do reencarnante pudesse retomar a plasticidade que lhe é característica.
Os processos de reencarnação, tanto quando os da morte física, diferem contudo, ao infinito, não existindo, a rigor, dois absolutamente iguais. Facilidades e dificuldades estão subordinadas a fatores numerosos, muito às vezes relativos ao estado consciencial dos próprios interessados no regresso à crosta ou na libertação do veículo carnal. Existem Espíritos de grande elevação que, ao voltarem à carne, em apostolado de serviço e iluminação, quase dispensam o concurso dos companheiros dedicados a esse trabalho na esfera espiritual.

JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

« Livro dos Espíritos, pág. 121 »
171 : « Sobre o que está fundamentado o dogma da reencarnação? »
« Sobre a justiça de Deus e a revelação, porque repetimos sem cessar: Um bom pai deixa sempre aberta aos seus filhos uma porta para o arrependimento. A razão não lhes diz que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não tem dependido o se melhorar? Não são filhos de Deus todos os homens? Apenas entre os homens egoístas se encontram a iniqüidade, a raiva implacável e os castigos sem remissão. »
Todos os Espíritos tendem à perfeição, e Deus lhes forneceu como meios as provações da vida corporal; mas na sua justiça, lhes concedeu a realização, em novas existências, daquilo que não puderam fazer ou acabar em uma primeira prova.
Não estaria de acordo com a eqüidade, nem com a bondade de Deus condenar para sempre aquele que encontrou obstáculos ao seu melhoramento, alheios à sua boa vontade e ao próprio meio onde se encontram colocado. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após sua morte, Deus não teria, de nenhuma forma, pesado as ações de todos na mesma balança e de maneira alguma os teria tratado com imparcialidade.
A doutrina da reencarnação, quer dizer a que consiste em admitir para o homem várias existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que fazemos da justiça de Deus para com o homem colocado em uma condição moral inferior, a única que pode nos explicar o futuro e assegurar nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatar nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos no-la ensinam.
O homem que tem a consciência de sua inferioridade haure na doutrina da reencarnação uma esperança consoladora. Se ele crê na justiça de Deus, não pode ser igualado eternamente àqueles que têm feito melhor do que ele. O pensamento de que esta inferioridade não o deserda para sempre do bem supremo, que poderá conquistar por novos esforços, o sustém e reanima sua coragem. Quem é que, ao termo de sua carreira, não lamenta o haver adquirido muito tarde uma experiência da qual não pode aproveitar? Esta experiência tardia não está absolutamente perdida, ele a usará em seu proveito em uma nova vida.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Vamos Mudar a História?


O convite é sobre a violência, todos estamos saturados dela, nos diz o bom senso que, quando algo está fora do limite, é que chegou a hora de rever os nossos valores, os nossos conceitos. Atitudes de extrema violência dando o certificado da bestialidade humana não deverão ter mais lugar nas nossas vidas.
Vamos deixar, ou substituir em nós a violência pela mansuetude, e que tamanha suavidade nos invada, e tudo no mais íntimo de nós se faça paz, que em paz sigamos rumo a transformação, realizando em nós o que toda a humanidade aspira, fazer em pequeno o que transbordará grandemente para todos, e, despretensiosamente, deixar acontecer a pacífica revolução que Jesus já nos convidava a fazer, só quando nos olharmos honestamente e decidirmos realizar em nós o que sempre esperamos do outro, o outro não é a ponte,nós somos caminho em construção, caminhemos pois, em busca do nosso melhor, deixemos em nós acontecer a abundância do melhor, somos Espíritos, antes de sermos homens, somos herdeiros de nós mesmos,trabalhemos pela nossa pacificação e herdaremos um mundo de belezas imorredouras, façamo-nos paz e a paz será em nós.


Por AVANIZE G. MENDES

domingo, 18 de maio de 2008

FATALIDADE E DESTINO


É o homem, por sua própria vontade, quem forja as próprias cadeias, é ele quem tece, fio por fio, dia a dia, do nascimento à morte, a rede de seu destino.

Léon Denis ([1919]1987:168)


Diante de acontecimentos desagradáveis no dia a dia, logo responsabilizamos a fatalidade e o destino, sem fazermos uma maior reflexão. Mas, será que tudo em nossa vida está predeterminado? Será que o nosso destino foi traçado? Como entender fatalidade na visão espírita?
Lemos nos dicionários que fatalidade é a qualidade de fatal. E que fatal é o determinado, o marcado, o fixado pelo destino. Ou seja, é a atuação de uma força maior a nos submeter a acontecimentos que independem de nós e dos quais não se pode escapar. Precisamos refletir e ver outros pontos importantes em torno desses conceitos. Sendo a nossa intenção analisar o assunto dentro da visão espírita, vejamos o que nos diz “O livro dos Espíritos”; nele nós lemos: “A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina destituída de vontade” ([1857]1999:285). Concordamos com essa afirmativa, pois não nos vemos como máquinas. E se tudo já estivesse escrito, ninguém seria responsável por falta alguma, nem tão pouco teria mérito por coisa nenhuma. Seríamos meros fantoches e estaríamos à mercê do destino, o que nos parece incompatível com conceito de Justiça Divina que os espíritos nos apresentam.
Fatal, na verdadeira acepção da palavra, só o fato de que vamos um dia biologicamente morrer, pois, quanto às outras coisas, a cada momento estamos transformando. Entendemos que o destino é quase sempre a conseqüência de nossas atitudes mentais e comportamentais, das escolhas que fazemos utilizando o nosso livre-arbítrio. E esse raciocínio encontra explicação n“O Livro dos Espíritos”, no qual a espiritualidade diz: “Não acrediteis, porém, que tudo que acontece esteja escrito como se diz. Um acontecimento é quase sempre a conseqüência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de tal maneira que, se não tivésseis praticado aquele ato, o acontecimento não se verificaria” (1999:281).
Contudo, fatalidade não é uma palavra vã, ela existe no gênero de existência que nós escolhemos como prova, expiação ou missão, antes de reencarnamos, pois existem escolhas quase impossíveis de serem alteradas, como as doenças congênitas, por exemplo. Conforme lemos na questão 851 também de “O Livro dos Espíritos” (1999:279):
“A fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra”.
Através do uso de nosso livre arbítrio, temos a liberdade de alterarmos, aproveitando ou não estas escolhas feitas ainda na espiritualidade, pois tanto podemos aproveitar através da resignação e da superação, quanto podemos nos revoltar perdendo assim a oportunidade de aperfeiçoamento que estamos vivendo.
O Espiritismo nos ensina a ver nos acontecimentos negativos e perturbadores muito mais que fatalidade e destino; ensina-nos a ver a conseqüência de nossas escolhas equivocadas, não apenas de outras encarnações, mas, também, de nossa atual encarnação. Ensina, ainda, que por mais difíceis que se apresentem as situações, nós somos senhores dos nossos destinos, que podemos com o nosso livre arbítrio alterarmos as nossas escolhas para trazermos o melhor para nossa existência. Como nos diz o orador espírita Divaldo Franco: “Você é o que fez de si, mas você será o que faça de você”.
Por: José Antonio Ferreira da Silva

sábado, 10 de maio de 2008

VOLTANDO PARA CASA, CASA INTERIOR!


Grande é o fascínio que as coisas de fora exercem sobre o ser humano. Quase tirando de nós a capacidade de nos interiorizarmos, de percebermos quem somos sentir intensamente nossa essência Divina e o real propósito de aqui estarmos.
Vivendo na ilusão de agradar e a todos atrair e conquistar, nos perdendo de nós mesmos, vamos escolhendo máscaras, como atores experientes, que vestem personagens que melhor se encaixe no perfil de espectadores exigentes; portamos máscaras na vida como se natural fosse ser outro, longe de nós, de tanto as usarmos já não sabemos como existir sem elas.
O nosso grande desafio do existir... Livrar-nos de tudo que nos tire da rota da evolução, buscar as coisas do Espírito, desfazer-nos das máscaras que voluntariamente fomos sobre pondo em nosso caminhar, parar de fugir de si mesmo, tomar consciência de sentimentos e emoções que em nós funcionam como bússola nos dando a direção, para o inevitável encontro com nós mesmos.
Perceber-se essencialmente Divino, mergulhar a sonda investigativa, no íntimo de nós mesmos buscar a luz diamantina, descobre-se potencialmente inteiro e rumar sem medo, sem máscaras, de peito aberto e vontade firme, em busca do nosso fanal de perfeição esse o maior desafio.
Os Espíritos nos ensinam e nossa razão nos diz esse é um trabalho constante e intransferível, saber que só de nós depende ter consciência da responsabilidade de construir, o próprio destino, caminhar num rítimo possível, escrever a mais bela história no nosso evoluir, nos deixar levar pelo desejo real de transformação.
Se fingirmos não compreender o apelo da vida, ela se encarregará de nos tirar da retaguarda, e nos levará de volta para casa mesmo que seja através da dor, mas se estivermos atentos as coisas do Espírito podemos aprender suavemente, nos guiando pelo amor compreendendo a perfeição das leis naturais que nos convida a sermos melhores.


Por AVANIZE G. MENDES

Convivência


Convivência saudável, sem invasão de espaços, ou qualquer que seja o constrangimento, é privilegio de quem atingiu a madureza espiritual, de quem se conhece, aceita e respeita-se; e, por conseqüência, aceita e respeita o outro, esteja ele no nível que estiver. Isso não é utopia, mas é a realidade de quem trabalha no próprio melhoramento. Na vida nada se improvisa ou acontece por acaso; tudo é fruto de conquista, conseqüência da responsabilidade que se assumiu de guiar a própria existência com sabedoria. Como nos ensina Hammed ([1997] 1998:43): “Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa vida, incluindo sentimentos e emoções, é um passo decisivo em direção a nossa maturidade e crescimento interior.” Só assim, com maturidade espiritual conquistaremos o direito a bons relacionamentos, e a vivermos em paz com o outro.


Por José Antonio Ferreira da Silva

Ocupe e proteja o seu espaço


A espiritualidade nos propõe ocuparmos o nosso próprio espaço, não invadindo o do outro, conforme podemos ler em O Livro dos Espíritos ([1857] 1987:344): “Haveria lugar para todos, se cada um soubesse ocupar o seu lugar”. Mas, uma postura dessa, só encontramos em pessoas que possuem plena consciência de si, que sabem o que são e onde estão, ou seja, se auto-conhecem. O que não é fácil, pois raros são os que buscam o autoconhecimento, acreditando, talvez, que a paz que sonham venha a cair do céu.Para conquistar qualquer coisa na vida precisamos de determinação, empenho e disciplina; se não, dificilmente lograremos êxito em alguma coisa. Em relação ao autoconhecimento não poderia ser diferente. Necessitamos desses atributos, e ainda de nos conscientizar que essa é uma responsabilidade individual e intransferível, da qual não iremos conseguir nos furtar, pois esse é um passo decisivo para o nosso próprio aprimoramento espiritual.


Por José Antonio Ferreira da Silva

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Relacionar-se


A tarefa evolutiva é aprimorar-se para poder colaborar mais no contexto geral. Fato com que parece concordar o espírito Hammed ([1997] 1998:31) quando diz: “Teu primordial compromisso é contigo mesmo, e tua tarefa mais importante na Terra, para a qual estás unicamente preparado, é desenvolver tua individualidade no transcorrer de tua longa jornada evolutiva.”. É para isso que estamos aqui reencarnados, ser hoje melhor do que ontem. Desenvolvendo-nos dia-a-dia.Não conseguiremos conviver bem com ninguém se não conseguirmos uma boa convivência conosco. Até porque, quem ficará eternamente comigo sou “eu”; daí, é fundamental para mim aprender conviver comigo, conhecer meus limites e descobrir minhas possibilidades, de modo a tirar o melhor da experiência reencarnatória que estou vivendo, bem como ensina a mentora espiritual Joanna de Ângelis ([1992] 2004:15): “És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois dele, como resultado dos teus atos...”. Atingir a plenitude, ou seja, a felicidade, é para quem a escolheu por meta, e trabalha dia-a-dia nessa tarefa.
Por José Antonio Ferreira da Silva

domingo, 4 de maio de 2008

O direito de ser diferente



Por: José Antonio Ferreira da Silva
A reencarnação ensina que ninguém é perfeito. Temos os germes da perfeição, estamos fadados a ela, porém, ainda estamos a caminho. E quem está a caminho, ainda não chegou lá; por isso não podemos cobrar perfeição absoluta nem nossa e nem dos outros. Ninguém é igual a ninguém. Temos a mesma origem, fomos criados simples e ignorantes. Temos a mesma destinação - a perfeição -, mas estamos em estágios diferentes. Precisamos respeitar essa realidade em nós e nos outros. Devemos aprender usar a alteridade, ou seja, aprender a conviver com o diferente, dando a ele o direito de ser diferente.

sábado, 3 de maio de 2008

Você é ímpar!


Queria lhe propor algo diferente, um exercício, gostaria que você se olhasse no espelho e visse a pessoa singular que é. Veja, você é ímpar, única, é incomparável e tem uma beleza que o diferencia de qualquer outro ser, é o seu charme pessoal, é aquele traço especial do Criador em você. Continuemos nesse auto-descobrimento, agora feche os olhos e mergulhe dentro de si mesmo, viaje pelo seu mundo interior, tome consciência de você por dentro, veja seus sentimentos, sua emoções, seus medos e limites, mas também veja suas qualidades, seus potenciais e possibilidades. Olhe-se por inteiro, talvez você relute, não dê importância e ignore tudo isso, mas está na hora de mudar, é o seu momento, mude de atitude e tome consciência de você.

Por: José Antonio Ferreira da Silva