domingo, 18 de janeiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Culpa


Programa do dia 11.01.2009 - Culpa


“Alguns de nós aprendemos que deveríamos ser responsáveis pela felicidade dos outros, usando uma postura de “tomar conta”, ou seja, de supervisionar, comandar, insistir, seduzir, chorar, acusar, subornar, espionar, produzindo culpa em nós e nos outros e pedindo intervenções milagrosas, a fim de redimirmos e salvarmos as almas de nossos entes mais queridos”.
“Dessa forma, procuremos não distorcer a mensagem de Jesus Cristo sobre o “amor ao próximo”, visto que o auxílio real entre as criaturas está alicerçado nas trocas benéficas a que todos nós somos convocados a realizar, mas devemos aprender quando não dar e quando não executar tarefas da responsabilidade de outras pessoas, pois isso também faz parte da “Lei do Amor”.”
“A culpa não encontraria abrigo em nossa alma, se tivéssemos uma ampla fé no amor de Deus por nós e se acreditássemos que Ele habita em nosso âmago e sabe que somos tão bons e adequados quanto permite nosso grau de conhecimento e de entendimento sobre nossa vida interior e também exterior.”
Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto
Livro: “As Dores da Alma”

domingo, 4 de janeiro de 2009

Individualidade





Carl Gustav Jung definiu individuação como um processo por meio do qual uma pessoa se torna consciente de sua individualidade.
Individualidade pode ser definida como o conjunto de atributos que constituem a originalidade, a unicidade de uma criatura, e que a distinguem de outras tantas; é o somatório das características inerentes à alma humana. Toda criatura que se individualizou tornou-se um ser homogêneo, pois não mais procura comparar-se com os outros, admite a sua singularidade.

Por não termos uma percepção clara de nossa real identidade é que somos escravos da opinião alheia.
Em determinadas fases de nossa vida, pensamos ser aquilo que os outros pensam que somos. Somos dependentes. Em outras deixamos a dependência e a submissão aos outros e nos tornamos unicamente vinculados àquilo que pensamos de nós mesmos. Somos independentes.

O passo essencial no processo de individuação é a retirada de nossa máscara ou persona - personalidade que nós apresentamos aos outros como real, mas que em muitas ocasiões, difere consideravelmente da verdadeira.
Embora a máscara tenha funções psicológicas importantes para a nossa proteção em certos períodos da vida, ela também turva e oculta o nosso "Eu" real, ou seja, a alma.

Para nos tornarmos um indivíduo, são necessários o exercício do autoconhecimento e uma constante auto-observação, para que possamos distinguir com nitidez o que somos agora e o que fomos ontem, sem querer acomodar todos os pontos de vista das pessoas com as quais convivemos.
Individualizar-se é reconhecer a própria maneira de desenvolver-se física, emocional e espiritualmente.

Extraído de livro "Os Prazeres da Alma, Uma reflexão sobre os potenciais humanos."