domingo, 26 de abril de 2009

Dependência



"Nossa autonomia, tanto física, emocional, mental como espiritual, está diretamente ligada às nossas conquistas e descobertas íntimas. Nossa tão almejada realização interior está relacioonada com o conhecimento de nós mesmos.
"Apertado é o caminho", porque exige esforços importantes para que posssamos eliminar nossos laços de dependência neurótica, os quais nos condicionam a viver sem usufruir nossa liberdade interior, aceitando ser manipulados pelos juízos e opiniões alheias". Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto - Livro "As dores da alma"

"Não conseguiremos conviver bem com ninguém se não conseguirmos uma boa convivência conosco. Até porque, quem ficará eternamente comigo sou "eu"; daí, é fundamental para mim aprender conviver comigo,conhecer meus limites e descobrir minhas possibilidades, de modo a tirar o melhor da experiência reencarnatória que estou vivendo,(...)" José Antonio Ferreira da Silva - livro "Sob os olhos da alma"

domingo, 19 de abril de 2009

DEPRESSÃO





A depressão tem a sua gênese no Espírito, que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando no processo da evolução sob fatores negativos que lhe assinalam a marcha e de que não se resolveu por liberar-se em definitivo.
Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na atualidade.
Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o Espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus.
A depressão instala-se, a pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.
Quando irrompe, exteriorizando-se, dominadora, suas raízes estão fixadas nos painéis da alma rebelde ou receosa de prosseguir nos compromissos redentores abraçados.
Face as suas cáusticas manifestações, a terapia de emergência faz-se imprescindível, embora, os métodos acadêmicos vigentes, pura e simplesmente, não sejam suficientes para erradicá-la.
Permanecendo as ocorrências psicossociais, sócio-econômicas, psico-afetivas, que produzem a ansiedade, certamente se repetirão os distúrbios no comportamento do indivíduo conduzindo a novos estados depressivos.
Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz na área da afetividade com o pensamento em Deus.
Evita à hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho.
Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar.
Quando sitiado pela idéia depressiva alarga o campo de raciocínio e combate o pensamento pessimista.
Açodado pelas reminiscências perniciosas, de contornos imprecisos, sobrepõe as aspirações da luta e age, vencendo o cansaço.
Quem se habilita na ação bem conduzida e dirige o raciocínio com equilíbrio, não tomba nas redes bem urdidas da depressão.
Toda vez que uma idéia prejudicial intentar espraiar-se nas telas do pensamento obnubilando-te a razão, recorre à prece e à polivalência de conceitos, impedindo-lhe a fixação.
Agradecendo a Deus a benção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos inconscientes de culpa, e produze com alegria.
Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do Espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco (Mensagem extraída da obra "Receitas de Paz")

domingo, 12 de abril de 2009

152 ANOS DO LANÇAMENTO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS




A OBRA INAUGURAL DO ESPIRITISMO FOI LANÇADA EM PARIS PELO PROF.RIVAIL, NO DIA 18 DE ABRIL DE 1857.
No dia 18 de abril de 1857, o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail – conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec - lançou O Livro dos Espíritos editado por E.Dentu, Libraire, na própria Livraria Dentu na Galérie D’Orléans, 13, no Palais Royal, em Paris.
O ESPIRITISMO - HISTÓRICO
No século XIX, o fenômeno das mesas girantes agitou a Europa, pincipalmente, os salões elegantes de Paris. Após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade, motivando reportagens na imprensa. Estas se moviam e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail.

O prof. Rivail, educador, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail analisou as respostas, comparou-as e sistematizou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec.
ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudo na França e na Alemanha. Poliglota, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).
O Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes no ano de 1854. Aplicou o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. Quando percebeu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.

Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Esta Sociedade – o primeiro centro espírita do mundo – funcionou nas dependências do Palais Royal, em sala alugada, entre 1o./4/1858 a 1o./4/1859 na Galeria Valois e, de 1o./4/1859 a 1o./4/1860 em dependência do restaurante Douix, na Galeria Montpensier.
Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, lançado em 1890.

Kardec desencarnou em Paris, em 31 de março de 1869. Seu túmulo, no cemitério Père Lachaise, em Paris, é diariamente o mais visitado e florido até nossos dias.