domingo, 31 de maio de 2009

Onde está você?


Olhando-me no espelho
Vejo que o tempo passou
Criando um abismo entre o ontem e o hoje
Não me permitindo nem lembranças
Minha mente não consegue recordar
Recordar o que poderia ter sido, mas não foi
Que sentimento é esse que me atormenta
Minha alma solta um grito mudo
Onde está você, em que vida te perdi?

Olho para trás, meu olhar se perde
Não consigo enxergar com nitidez
O tempo passa e o espaço aumenta.
Não consigo vê teu rosto, teu olhar
Onde nos perdemos, o que aconteceu
Minha alma sente falta, mas não sabe precisar
Quem éramos, onde estávamos
Minha alma solta um grito mudo
Onde está você, em que vida te perdi?

Olho em volta, mesmo com o olhar turvo
Sei que não estás nas caras que vejo
Não sinto tua presença, teu olhar, tua luz
Não posso explicar como, simplesmente sinto.
Como dói saber que hoje não estás aqui
Há um abismo, espaço e tempo, entre nós
Não te vejo no presente, estarás no futuro...
Minha alma solta um grito mudo
Onde está você, em que vida te perdi?

Olho para frente, meu olhar se perde
Tento nos ver no futuro
Será possível ver o amanhã?
Acredito que não, isso me esmaga a alma
Sinto a dor da incerteza, ou será da certeza...
Certeza, que não irei encontrar-te no futuro
Pelo menos enquanto no presente, não resolver o passado
Minha alma solta um grito mudo
Onde está você, em que vida te perdi?

José Antonio Ferreira da Silva

terça-feira, 26 de maio de 2009

TORMENTOS


Em minha cabeça,
Ansiedade e tormento,
O que faço aqui?
Cobranças roubam-me a alegria de viver.
Exijo-me uma genialidade que não possuo,
Cobro-me:
Uma luz que ainda não tenho.

Na minha cabeça,
Ansiedade e tormento,
Quem sou eu?
Nostalgias tiram-me a alegria de viver.
Mas, de onde vem... Qual a causa...
Cadê o sorriso no espelho,
Se não vejo razão para lágrimas.

Na minha cabeça,
Ansiedade e tormento,
Quem são vocês?
A solidão tira-me a alegria de viver.
Sinto falta dos meus, onde estão?
Serei alienígena, exilado ou o quê?
Sinto-me um estranho.

Na minha cabeça,
Ansiedade e tormento,
Quero voltar!
A Saudade tira-me a alegria de viver.
Já não agüento mais isso aqui,
Desejo voltar, pra onde? Não sei...
Mas, aqui não dar...

José Antonio Ferreira da Silva

domingo, 24 de maio de 2009

Autopercepção



“A autopercepção é o somatório de todas as impressões internas e externas ao mesmo tempo. Através dessa “sensação generalizada”, a criatura entra em contrato com si mesma, podendo traduzir com certeza se é sua ou não a emoção registrada e de onde ela se origina.”
“Quando não sabemos distinguir nossas impressões ou emoções, ficamos à mercê das mais diversas ondas magnéticas, como se estivéssemos oprimidos por um mundo desordenado.”
“A autopercepção é uma atividade dos nossos sentidos. Portanto, lembremo-nos: se não exercitarmos uma constante comunicação com nós mesmos, simplesmente não poderemos nos comunicar, de forma apropriada, com os outros indivíduos, encarnados ou desencarnados.”

A imensidão dos sentidos
Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

domingo, 17 de maio de 2009

SER BOM



"Ser bom é olhar as coisas e as pessoas com os “olhos do
amor”. A criatura que aprendeu a ver tudo com bons olhos
consegue perceber que todas as ocorrências da vida estão
caminhando para uma renovação enriquecedora. No Universo
nada acontece que não tenha uma finalidade útil e providencial.
As grandes dificuldades não significam castigos ou punições,
mas caminhos preparatórios para se alcançar dentro em breve
um bem maior."

"Há uma diferença entre bondade e desatenção às
necessidades pessoais. Ser bom não é ter uma vida associada à
autonegação ou autonegligência, nem mesmo ajustar-se
obsessivamente às exigências e necessidades dos outros. Acima
de tudo, o bondoso conhece e defende os próprios direitos, ou
seja, sabe cuidar de si mesmo. Entretanto, cuidar de si não
quer dizer eu antes de tudo, mas com certeza significa eu
também. A expressão “cuidar de si” não deriva do egoísmo ou
do orgulho, mas traduz o dever de amar a criatura que temos
responsabilidade de amparar – nós mesmos."

Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

domingo, 10 de maio de 2009

SINTOMAS DE MEDIUNIDADE




A mediunidade é faculdade inerente a todos os seres humanos, que um dia se apresentará ostensiva mais do que ocorre no presente momento histórico.
À medida que se aprimoram os sentidos sensoriais, favorecendo com mais amplo cabedal de apreensão do mundo objetivo, amplia-se a embrionária percepção extrafísica, ensejando o surgimento natural da mediunidade.
Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.
Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.
Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.
Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas. Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono _ insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada. No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais _ sombras e vultos, vozes e toques _ que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos _ encarnado e desencarnado _ se viram envolvidos.
Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.
Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.
Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.
Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.
Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.
O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.
Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.
A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.
A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.
Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos _ o físico e o espiritual _ proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.
Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.
A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.
É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.
Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.
Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.

Manoel P. de Miranda
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia).

domingo, 3 de maio de 2009

Inveja



A inveja sempre foi uma emoção sutilmente disfarçada em nossa sociedade, assumindo aspectos ignorados pela própria criatura humana. As atitudes de rivalidade, antagonismo e hostilidade dissimulam muito bem a inveja, ou seja, a própria “prepotência da competição”, que tem como origem todo um séqüito de antigas frustrações e fracassos não resolvidos e interiorizados.
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O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos. Faz o gênero de superior, quando, em realidade, se sente inferiorizado; por isso, quase sempre deixa transparecer um ar de sarcasmo e ironia em seu olhar, para ocultar dos outros seu precário contato com a felicidade.
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Analisando as origens atávicas e inatas da evolução humana, podemos afirmar que a emoção da inveja não é uma necessidade aprendida. Não foi adquirida por experiência nem por força da socialização, mas é uma reação instintiva e natural, comum a qualquer criatura do reino animal. O agrado e carinho a um cão pode provocar agressividade e irritação em outro, por despeito.
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O caráter invejoso conduz o indivíduo a uma imitação perpétua à originalidade e criação dos outros e, como conseqüência lógica, à frustração. Isso acarreta uma sensação crônica de insatisfação, escassez, imperfeição e perda, além de estimular sempre uma crescente dor moral e prejudicar o crescimento espiritual das almas em evolução.
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.