domingo, 24 de novembro de 2013

Encontrar-se sem máscara



“O ser consciente deve trabalhar-se sempre, partindo do ponto inicial da sua realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar.
Somente consegue essa lucidez aquele que se auto-analise, disposto a encontrar-se sem máscara, sem deteriorização. Para isso, não se julga, nem se justifica, não se acusa nem se culpa. Apenas descobre-se.”

Joanna de Ângelis

domingo, 10 de novembro de 2013

Nosso caminho...


“Efetivamente, nosso caminho é o melhor que podíamos escolher, porque em verdade optamos por ele, na época, segundo nosso nível de compreensão e grau de adiantamento. Se porém hoje, achamos que ele não é o mais adequado, não nos culpemos, simplesmente mudemos de direção, selecionando novas veredas.”
“Mesmo aquelas trilhas que anotamos como caminhos do mal, não são excursões negativas de perdição frente à vida, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser reeducativas e compensatórias a longo prazo.”
“Cada um percorre a estrada certa no momento exato, de conformidade com seu estado de evolução. Tudo está certo, porque todos estamos nas mãos de Deus.”
Hammed


domingo, 3 de novembro de 2013

Preocupações


“A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer.”

"São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle: a doença dos outros, a alegria dos filhos, o amor das pessoas, o julgamento alheio sobre nós, a morte de familiares e outras tantas. Podemos, porém, nos ‘pré-ocupar’ o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem ao poder de nossas possibilidades.”
Hammed


domingo, 27 de outubro de 2013

Aceitação



“Aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e admitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa, mas sim ter a habilidade necessária para mudanças e solucionar assim nossos conflitos existenciais, caminhando com autonomia e optando por objetivos que pretendemos atingir.”

Hammed

domingo, 20 de outubro de 2013

Gradação evolutiva



“A compreensão do “melhor” depende do desenvolvimento de um raciocínio lógico para cada situação, e se dá na criatura através de um sequência progressiva, onde se leva em conta a maturidade espiritual adquirida em experiências evolutivas no decorrer dos tempos.”

“Fundamentalmente, somos agora o que de melhor poderíamos ser, porque estamos fazendo conforme nossas possibilidades de interpretação, junto aos outros e frente à vida, porque sempre optamos de acordo com nossa “gradação evolutiva.” Hammed

domingo, 6 de outubro de 2013

Limites são o portal dos bons relacionamentos


“Nossas demarcações estabelecem nosso próprio território cercam nossas forças vitais e determinam as linhas divisórias de nosso ser individual. Há um espaço delimitado onde nós terminamos e os outros começam.”

“Limites são o portal dos bons relacionamentos. Têm como objetivo nos tornar firmes e conscientes de nós mesmos, a fim de sermos capazes de nos aproximar dos outros sem sufoca-los ou desrespeitá-los. Visam também evitar que sejamos constrangidos a não confiar em nós mesmos.”

“Quem não sabe proteger seus direitos quase sempre extrapola os limites dos outros.”

“Uma vida sem limites, direitos e deveres é como um barco sem leme num imenso oceano.”

Hammed

domingo, 29 de setembro de 2013

Ser quem somos




“Ser quem somos significa aceitarmos nossa história de vida exatamente como ela é. Quer dizer, aceitarmos nossas condições – físicas, mentais e transcendentais – como são no momento presente. Isso nos facilita renovar, crescer e mudar para melhor.”

“A individualização do ser se dá a partir de um processo por meio do qual a criatura se torna consciente de seus aspectos singulares, ou mesmo quando se conscientizou de que essas características a diferenciam das outras pessoas. No entanto, ela sabe que não é melhor nem pior que ninguém; simplesmente se distingue das outras por suas particularidades.”

“Individualidade pode ser definida como o conjunto de atributos que constituem a originalidade, a unicidade de uma criatura, e que a distinguem de outras tantas; é o somatório das características inerentes à alma humana. Toda criatura que se individualizou tornou-se um ser homogêneo, pois não mais procura comparar-se com os outros; admite sua singularidade.”


Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

domingo, 22 de setembro de 2013

Cuidar de si mesmo


“Ser bom não é ter uma vida associada à autonegação ou autonegligência, nem mesmo ajustar-se obsessivamente às exigência, nem mesmo ajustar-se obsessivamente às exigências e necessidades dos outros. Acima de tudo, o bondoso conhece e defende os próprios direitos, ou seja, sabe cuidar de si mesmo.”
“Ser bom não quer dizer que devemos interferir ou ficar presos nos problemas dos outros. Muitos de nós ficamos envolvidos numa generosidade compulsiva – atos de bondade motivados por sentimentos de culpa, obrigação, pena e de suposta superioridade moral.”
Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed

“(...) tornamo-nos justos praticando atos justos, moderados praticando ações moderadas, e corajosos praticando ações corajosas.”

Aristóteles – Ética a Nicômaco. Livro II

domingo, 8 de setembro de 2013

Escolhas: será que buscamos o que queremos?




“Pedimos de fato o que desejamos? Pode ser que nos darão tudo aquilo de que não gostamos.
Buscamos verdadeiramente nosso íntimo? Se não, acharemos coisas que nada têm a ver conosco.
Batemos na porta que queremos? Talvez abrirão portas pelas quais não queremos passar.
Se não sabemos o que queremos, para onde então estamos indo?
Como a Vida Maior vai facilitar a nossa caminhada se não sabemos qual é nosso rumo ou meta?
Pensemos bem, reflitamos: sentir e viver a vida interior é muito mais do que ficar pensando nela.”


Hammed

domingo, 1 de setembro de 2013

Quase



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

 Um texto que “quase” é de Luis Fernando Veríssimo…

Na verdade trata-se de um texto de Sarah Westphal Batista da Silva, que circulou pela Internet como se fosse de Veríssimo e chegou a ser publicado em uma coletânea com com textos de Drumond, Bandeira e Clarisse Linspector no Salão do Livro de Paris

domingo, 18 de agosto de 2013

Sentenças



Cada pessoa
Uma sentença
Cada olho
Uma visão
Cada voz
Uma opinião
Cada conto
Uma versão
Cada gesto
Um coração
Cada mão
Uma ação
Cada perna
Um rumo
Assim sendo
Saiba que a única
Verdade
É a sua
O resto
São só os outros

Luiz Gasparetto


domingo, 11 de agosto de 2013

O que me invade...

A Lista
 Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro


Infinito em mim
Há um abismo e eu estou diante dele.
Não há fim, lá embaixo, e, porque eu olho as estrelas, também não encontro um último ponto onde posso me sustentar.
Amedronta-me saber que preciso me lançar sobre o vazio abaixo...
Meu corpo treme e então eu soluço, porque há um pavor que me assombra do que me sucederá depois.
Mas o salto é inevitável, embora minhas tergiversações...Sinto que tu Me chamas, Voz que clama no Universo!
Muitos, antes de mim, também fizeram o estranho mergulho para o Desconhecido.
Oh, Senhor, por que temer o firmamento sob meus pés? Por que meus pés tremem ante o mergulho iminente?
Eu estou a um passo do salto, no limiar do mais alto penhasco...Eu fecho meus olhos antes de avançar no zênite deste horizonte (Senhor, daí-me forças para suportar!).
Então, eu abro meus braços e sinto o hausto que me invade... e então jogo-me para o Nada confiante em Ti, Senhor!
..............................................................................................................................
Foi, assim, Suprema Majestade, que eu mergulhei dentro de mim mesmo, no Infinito Interior, para então poder Te ouvir, Te ver e Te encontrar...
Rabindranath Tagore/Robson Santos

“Não somos hoje o que fomos ontem e nem seremos amanhã o que somos agora; transformamo-nos dinamicamente ao longo d etapas ou fases de aprimoramento espiritual.”
Hammed

Eternidade!?
De foto na parede...
Tudo sempre igual,
Sem mudança,
Sem transformação.
Não creio!

Eternidade!?
Só vejo sucessividade...
Daquilo que não se repete,
Do que muda,
Do que se transforma.
Eu acredito!

Eternidade!?
Tudo tem começo e fim...
Nada é para sempre,
A efemeridade impera
“O tempo não para”.
Não luto!

Eternidade!?
Se tudo passa...
Pessoas, coisas, sonhos.
Também, eu passarei
Ou “Passarinho”?
Eu aceito!

José Antonio Ferreira da Silva

domingo, 4 de agosto de 2013

A Lógica da Criação


Apenas não sei ler direito
A lógica da criação
O que vem depois do infinito
E antes da tal explosão
Por que que o tal ser humano
Já nasce sabendo do fim
E a morte transforma em engano
As flores do seu jardim
Por que que Deus cria um filho
Que morre antes do pai
E não pega em seu braço amoroso
O corpo daquele que cai
Se o sexo é tão proibido
Por que ele criou a paixão
Se é ele que cria o destino
Eu não entendi a equação

Oswaldo Montenegro

domingo, 28 de julho de 2013

Amor é quando você viu quem você é...




"... Amor é radiância, a fragrância de conhecer a si mesmo, de ser você mesmo. Amor é uma alegria transbordante. Amor é quando você viu quem você é; então não resta nada exceto compartilhar o seu ser com outros. Amor é quando você viu que não está separado da existência. Amor é quando você sentiu uma unidade orgânica, com tudo que é. Amor não é um relacionamento. Amor é um estado de ser; não tem nada a ver com nenhuma outra pessoa. A pessoa não está em Amor, ela é amor. E é obvio que quando alguém é amor, ele está em amor – mas isso é uma consequência, um subproduto, não é a fonte. A fonte é que a pessoa é amor. Amor é quando você conheceu o seu céu interior. Amor é um profundo desejo de abençoar a existência toda... O amor é algo eterno...." Osho

“As pessoas imaturas se apaixonando, destroem a liberdade uma da outra, criam uma escravidão, fazem uma prisão. As pessoas maduras se amando, ajudam uma à outra a ser livre; ajudam uma à outra a destruir todos os tipos de escravidão. E quando o amor fui com liberdade, há beleza. Quando o amor flui com dependência, há feiura.” Osho

“Os indivíduos de temperamento neurótico, tornaram-se incapazes de mante um relacionamento estável. Pela própria constituição psicológica, são portadores de afetividade obsessiva, e, porque inseguros, são desconfiados, ciumentos, por consequência depressivos ou capazes de inesperadas irrupções de agressividade.” 
“Quando se vinculam, fazem-se absorventes, castradores, exigindo que os seus afetos vivam em caráter de exclusividade para eles. São, desse modo, relacionamentos perturbadores, egocêntricos.”
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Falta algo...




"Se você se sente na vida entre passagens de nível, sem saber por onde seguir, não falta algo à estrada, falta em você."

Kelvin Van Dine / Waldo Vieira

domingo, 7 de julho de 2013

HERANÇA DE SI PARA SI


A herança legitima se faz de si para si.
Na evolução espiritual, antes de tudo, somos descendentes de nós, antepassados de nossa alma, herdeiros diretos do que fomos.
Vivemos na matéria densa para alcançar o auto-aperfeiçoamento.
No conhecimento de nós próprios todos somos alunos.
Na Terra, ninguém ainda se diplomou na ciência de entender a si. Quando isso acontecer, o Espírito não mais reencarnará neste Globo. Mudará de escola, transferir-se-á de residência, viverá em outro mundo. Aqui temos o nosso curso de aulas onipresentes e estágios incessantes, com tomadas de lição a cada hora.
Há existências de total servidão espiritual. Na base dos fatos, cada qual de nós só se constitui senhor ou escravo, amigo ou adversário, vitima ou verdugo de si mesmo, exclusivamente.
Na grande maioria, por muitas encarnações cada um paradoxalmente só tem escrito, na vida diuturna, o próprio diário abordando atos alheios, esquecido de si, quase sempre.
Reconhecimento e autocrítica são dons nascidos da racionalidade.
Se raciocinamos é, em primeiro lugar, para distinguir a nossa realidade.
Quando na condição humana, não podemos existir como o buldogue, que não se examina e nem se importa com a ausência de simpatia.
Não podemos menosprezar a higiene como o gambá, que não sente o próprio odor.
Não nos podemos alimentar como o abutre, que não identifica a extravagância de seus apetites.
Não podemos encolerizar-nos como o tigre, que nem desconfia de sua ferocidade.
Vacilação e desapontamento formam entre os fatores que nos revelam a auto-ignorância.
Quem se conhece sabe o que quer, não hesita e nem tão-pouco se decepciona, pois age a par das possibilidades pessoais.
Não nos fantasiemos. Registremos as nossas características bifaces entre animalidade e angelitude.
Nos pensamentos, nem sempre os nossos anseios exprimem limpidez.
Nas atitudes, nem sempre os nossos gestos exprimem elevação.
Nas palavras, nem sempre a inflexão de nossa voz reflete entendimento.
Nas análises, nem sempre as nossas conclusões se fundamentam na justiça.
Lembre-se de que a verdadeira experiência cresce com quem busca conhecer-se.
Se desencarnados estamos a caminho do renascimento, agora ou depois, você, encarnado, avança para a desencarnação.
E nascer e morrer na carne são fases impostas para o auto-exame inevitável.
  

KELVIN VAN DINE / WALDO VIEIRA

domingo, 30 de junho de 2013

A vida não pode ser consumida simplesmente...


 Fora daquilo que respeita a vida eterna, as coisas humanas enfastiam de imediato. O raciocínio quer luz e substância.
                Há quem atravesse o estágio físico fazendo rodízios entre ocupações sem proveito para atordoar, esquecer, desafogar-se.
                Nossa vida tem o valor da nossa técnica de viver. O entendimento da realidade espiritual não nos exclui da obrigação de conhecer simultaneamente a existência e nós.
                Quem se distancia da observação em torno do que se passa consigo não enceleira as lições dos fatos. Quem não presta atenção perde a oportunidade.
                As ocorrências em que somos envolvidos, naturalmente, carecem de interpretação de nossa parte.

Kelvin Van Dine
Do livro “Técnica de Viver” de Waldo Vieira 

domingo, 23 de junho de 2013

Autoconhecimento




O autoconhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar.
Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.

Só tememos o que desconhecemos.
O autoconhecimento requer um constante exercício, no reino do pensamento reflexivo, sobre as sensações externas e internas.
Viver uma vida sem reflexão é como escutar uma música sem melodia.

Hammed

domingo, 16 de junho de 2013

Tudo depende de si



“O ser espiritualizado acredita que não é pior nem melhor do que os outros, porque percebe e age com seus sentidos voltados para a Eternidade e sabe que cada pessoa é tão boa quanto pode ser, conforme seu grau evolutivo.”
Hammed

Torne-se feliz
Tudo depende de si
Tudo fica em si
Tudo sai de si
Tudo morre em si
Gasparetto


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Preocupação...


“Os preocupados vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã.”

“[...] por mais que se preocupe, a reunião de todas essas preocupações não poderá mudar coisa alguma em sua vida.”

“Os preocupados têm dificuldade de concentração no momento presente e, por isso, fazem com que a consciência se desvie do foco da experiência para a periferia, isto é, vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã.”


Hammed

domingo, 2 de junho de 2013

Eu me amo como sou!


Somos o que somos.
Somos o somatório de todas as nossas conquistas até agora.
Somos adequados e humanos.
Somos confortavelmente diferentes.
Podemos nos admirar.
Podemos nos amar.
Estamos abertos para aprender e melhorar.
Podemos nos desenvolver em um clima de paz.

Eu sou o que sou e 
Eu me amo como sou.


Luiz Gasparetto

domingo, 26 de maio de 2013

Nossa complexa intimidade


“Ficamos doentes porque não vemos nossa cisão interna.”
“Se nos conscientizarmos de tudo o que estiver dentro de nós, iremos ao encontro da salvação e do bem-estar; entretanto, se ignorarmos e não expressarmos o que estiver em nossa intimidade, então esbarraremos na destruição e insanidade.”
“Quando admitirmos os lados opostos, evitando os extremos, faremos uma conexão e encontraremos o meio-termo, o equilíbrio. Todos sabemos que somos ao mesmo tempo ricos em contradições e hábeis camufladores de nossas instabilidades ou oscilações internas.”
Hammed

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

“O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem, uma corda por cima do abismo.”
Friedrich Nietzsche


domingo, 12 de maio de 2013

Olhar por outro ângulo...



O estar bem é uma escolha
É querer ficar com o bem
É pensar no bem de tudo
Pensando bem de tudo
E tudo levar para o bem
É querer recomeçar sempre
Sorrindo com o peito
É se amar como a tudo
No aqui e no agora
Eternamente
Deixando a alma ser

Luiz Gasparetto


domingo, 5 de maio de 2013

Reprogramação

Nasceste no lar de que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras no melhor lugar que Deus poderia te proporcionar, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades; nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraíste com tuas próprias afinidades.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e de repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta. Busca o bem e viverás melhor.
Hammed

domingo, 28 de abril de 2013

Você é o seu próprio pensamento em ação.


Você é o seu próprio pensamento em ação.
Todos somos filhos de Deus e, em qualquer lugar, estamos todos na
Presença Divina.
-0-
A Suprema Lei da Vida é o Bem de Todos.
Concentre-se tão-somente no bem e a sua imaginação funcionará por
lente vigorosa, ampliando a visão dos bens que lhe enriquecem a vida.
-0-
A palavra é força criadora.
Coloque a bondade e compreensão no verbo que lhe expõe o modo de
ser e a sua palavra realizará maravilhas.
-0-
Aceite a lei do progresso.
Observe a árvore que você planta e verificará o imperativo da
evolução.
-0-
Você pode e deve conservar-se fiel ao seu amor e ao seu ideal, mas
não conseguirá ser feliz sem renovar-se.
Aprendamos com a fonte que prossegue sem alteração na estrutura
essencial da corrente, entretanto, avança em movimento constante para os
seus próprios objetivos.
-0-
A tarefa em suas mãos é semelhante a determinada empresa com os
clientes que se lhe agregam aos interesses.
O seu êxito terá sempre o tamanho do serviço que você preste.
-0-
Apague de sua mente e de sua conversação toda idéia ou palavra que
estabeleça imagens condenatórias ou deprimentes.
A nossa existência é comparável à escada e todos somos capazes de
utilizar os degraus que nos levem acima.
-0-
Nunca despreze os outros, nem despreze a você mesmo.
Ninguém existe sem utilidade ou sem importância na Obra Divina da
Criação.
-0-
Auxilie para o bem quanto e como possa, resguardando a consciência
tranquila.
De tudo o que dermos receberemos centuplicadamente.
-0-
Faça de Deus o seu mentor, o seu companheiro, o seu amigo e o seu
sócio, reconhecendo que é nosso dever colocar-nos em Deus, tanto quanto
Deus, por Suas Leis, está em nós.
Praticando o bem com esquecimento do mal, conforme evidenciam as
leis de Deus, entreguemo-nos às obrigações que a Divina Providência nos
confiou, nos quadros do dia-a-dia. E, em matéria de sucesso e segurança, paz
e alegria, o nosso próprio trabalho, com a bênção de Deus, fará o resto.


SUCESSO E NÓS - André Luiz (Chico Xavier)

domingo, 14 de abril de 2013

Coragem de "Ser"...






“Não poderemos ser autênticos se não formos corajosos. Não poderemos ser originais se não lançarmos mão do destemor. Não poderemos amar se não corrermos riscos. Não poderemos pesquisar ou perceber a realidade se não fizermos uso da ousadia.”
Hammed

“Dedica-te à meditação salutar em torno das tuas deficiências, para corrigi-las, e dos teus valores, para ampliá-los. Usa de severidade sem crueza e de amor sem pieguismo, para te colocares em rota de equilíbrio, de crescimento.”
Joanna de Ângelis

domingo, 7 de abril de 2013

Um plano só para nós...



Às vezes, quando o vento da renovação começa a uivar, não temos certeza de que as transformações serão para melhor. Apesar disso, devemos nos entregar, mesmo quando não sabemos aonde as mudanças irão nos levar. A Providência Celestial tem um plano só para nós, e as ventanias nos conduzirão aonde precisarmos ir. Em certas ocasiões, é necessários “retirar os remos da água” e confiar na embarcação divina.
Hammed


domingo, 31 de março de 2013

144 anos depois de Allan Kardec...





Uma tomada de consciência
J. Herculano Pires

O apego ao contingente, ao imediato, apaga na consciência dos nossos dias o senso da responsabilidade espiritual. Nem mesmo a ronda constante da morte consegue arrancar o homem atual da embriaguez do presente. O problema do espírito e da imortalidade só se aviva quando ligado diretamente a questões de interesse pessoal. O católico, o protestante, o espírita se equivalem nesse sentido. Todos buscam os caminhos do espírito para a solução de questões imediatistas ou para garantirem a si mesmos uma situação melhor depois da morte.
A maioria absoluta dos espiritualistas está sempre disposta a investir (este é o termo exato) em obras assistenciais, mas revela o maior desinteresse pelas obras culturais. Apegam-se os religiosos de todos os matizes à tábua de salvação da caridade material, aplicando grandes doações em hospitais, orfanatos e creches, mas esquecendo-se dos interesses básicos da cultura. Garantem os juros da caridade no após-morte, mas contraem pesadas dívidas no tocante à divulgação, sustentação e defesa de princípios fundamentais da renovação da cultura planetária.
A imprensa, a literatura, o ensaio, o estudo, a fixação das linhas mestras da nova cultura terrena ficam ao deus-dará. Falta uma tomada de consciência, particularmente no meio espírita, da responsabilidade de todos na construção e na elaboração da Nova Era, que é trabalho dos homens na Terra. Ninguém ou quase ninguém compreende que sem uma estruturação cultural elevada, sem estudos aprofundados no plano cultural, que revelem as novas dimensões do mundo e do homem na perspectiva espírita, o espiritismo não passará de uma seita religiosa de fundo egoísta, buscando a salvação pessoal de seus adeptos, precisamente aquilo que Kardec lutou para evitar.
A finalidade do espiritismo, como Kardec acentuou, não é a salvação individual, mas a transformação total do mundo, num vasto processo de redenção coletiva. Proporcionar aos jovens uma formação cultural apoiada na mais positiva e completa base espiritual, que mostre a insensatez das concepções materialistas e pragmatistas, dando-lhes a firmeza necessária na sustentação e defesa dos princípios doutrinários, não é só caridade, mas também realização efetiva dos objetivos superiores do espiritismo nesta fase de transição. Sem esse trabalho não poderemos avançar com segurança e eficácia na direção da Era do Espírito. Temos de dar às novas gerações a possibilidade de afirmarem, diante do desenvolvimento das ciências e do avanço geral da cultura, como disse Denis Bradley: “Eu não creio, eu sei!” Porque é pelo saber, e não pela crença, pela fé racional e não pela fé cega, pelo conhecimento e não pelas teorias indemonstráveis, que o espiritismo, como revelação espiritual, terá de modelar a nova realidade terrena, apoiado na confirmação científica, pela pesquisa, dos seus postulados fundamentais. A revelação humana confirma e comprova a revelação divina.
Esse é o problema que ninguém parece compreender. Todos sonham com o momento em que a ciência deverá proclamar a realidade do espírito. Mas essa proclamação jamais será feita, se a ciência espírita não atingir a maioridade, não se confirmar por si mesma, podendo enfrentar virilmente, no plano da inteligência e da cultura, a visão materialista do mundo e a concepção materialista do homem. Por isso precisamos de universidades espíritas, de institutos de cultura espírita dotados de recursos para uma produção cultural digna de respeito, de laboratórios de pesquisa psíquica estruturados com aparelhagem eficiente e orientados por metodologia segura, planejada e testada por especialistas de verdade, capazes de dominar o seu campo de trabalho e de enfrentar com provas irrefutáveis os sofismas dos negadores sistemáticos. É uma batalha que se trava, o bom combate de que falava o apóstolo Paulo, agora desenvolvido com todos os recursos da tecnologia.
Chega de pieguice religiosa, de palestras sem fim sobre a fraternidade impossível no meio de lobos vestidos de ovelhas. Chega de caridade interesseira, de imprensa condicionada à crença simplória, de falações emotivas que não passam de formas de chantagem emocional. Precisamos da Religião viril que remodela o homem e o mundo na base da verdade comprovada. Da caridade real que não se traduz em esmolas, mas na efetivação da fraternidade humana oriunda do conhecimento de nossa constituição orgânica e espiritual comuns, ou seja, da inelutável igualdade humana. De exposições sábias e profundas dos problemas do espírito, nascidas da reflexão madura e do estudo metódico e profundo. Temos de acordar os dorminhocos da preguiça mental e convocar a todos para as trincheiras da guerra incruenta da sabedoria contra a ignorância, da realidade contra a ilusão, da verdade contra a mentira. Sem essa revolução em nossos processos não chegaremos ao mundo melhor que já está batendo, impaciente, às nossas portas.
Não façamos do espiritismo uma ciência de gigantes em mãos de pigmeus. Ele nos oferece uma concepção realista do mundo e uma visão viril do homem. Arquivemos para sempre as pregações de sacristão, os cursinhos de miniaturas de anjos, à semelhança das miniaturas japonesas de árvores. Enfrentemos os problemas doutrinários na perspectiva exata da liberdade e da responsabilidade de seres imortais. Reconheçamos a fragilidade humana, mas não nos esqueçamos da força e do poder do espírito encerrado no corpo. Não encaremos a vida cobertos de cinzas medievais. Não façamos da existência um muro de lamentações. Somos artesãos, artistas, operários, construtores do mundo e temos de construí-lo segundo o modelo dos mundos superiores que explendem nas constelações.
Estudemos a doutrina aprofundando-lhe os princípios. Remontemos o nosso pensamento às lições viris do Cristo, restabelecendo na Terra as dimensões perdidas do seu Evangelho. Essa é a nossa tarefa.

domingo, 17 de março de 2013

Amar não significa sofrer...


A medida certa para quem ama é não temer, é mostrar ao outro o que sente, como pensa e age. Ao nos portarmos dessa forma, supomos ter perdido muito quanto à aparência externa ou à consideração alheia, mas teremos lucrado muita vezes mais em força interior, segurança, firmeza e respeitabilidade. Para que possamos ter relacionamentos agradáveis e gratificantes com os outros, é necessário primeiro que nos sintamos à vontade com nós mesmos.

“Em vez de permitir que alguém nos use e que vá além do razoável, magoando-nos de forma constante, estabeleçamos limites e aprendamos a legitimar nossa dignidade pessoal. É preciso desenvolver a arte de amar a si mesmo, para que se possa amar melhor os outros, pois, em se tratando do campo do sentimento, urge a necessidade de delimitar fronteiras e de jamais anular a própria identidade. Imolar-se em nome do amor, sendo massacrado emocionalmente por alguém simplesmente para manter um relacionamento destrutivo, é sinal de que se está amando a pessoa errada e de forma errada. Amar não significa sofrer.”
Hammed


domingo, 10 de março de 2013

É só fazer sua escolha...




Eu posso levar vantagem
Corrompendo a ordem
Das coisas com malícia
Ou...
Me dando a satisfação
Da honestidade digna

Eu posso levar vantagem
Competindo com todos
Para sobressair falsos encantos
Ou...
Satisfazer-me  com sabor
De minha própria consciência

Eu posso levar vantagem
Me fazendo de vítima
Para acusar os outros e me livrar
Ou...
Posso me dar o poder
De ter responsabilidade por mim

Eu posso levar vantagem
Sendo falso e dramático
Para encobrir o vazio
Em minha vida
Ou...
Posso me dar o prazer da força
De assumir meus sentimentos

Eu posso levar vantagem
Vivendo enganado
Para alimentar minha vaidade
Ou...
Ter o prazer de ser adulto
E me bastar com humildade

Levar vantagem
É o que todos querem
Uns se sugam,
Se matam,
Se frustram
Outros conquistam a paz
E a desfrutam
No jogo do ou... ou...
É só fazer sua escolha...
Luiz Gasparetto

domingo, 3 de março de 2013

É impossível contentar a todos...


A gênese do insucesso é a “atitude de querer agradar a todos”. Essa postura mental resulta da crença fundamentada na perfeição e pode nos levar diretamente à decepção, à adversidade e ao revés.

É impossível contentar a todos. Se fizermos ou deixarmos de fazer, sempre existirá alguém que fará uso de ironia e de expressões de duplo sentido, ou seja, utilizará as “cantigas de escárnio e maldizer”, cujo objeto da sátira será sempre a pessoa que se queira difamar.

Muitas pessoas passam várias horas do dia preocupadas em manter condutas uniformizadas, temerosas da reprovação ou pouco-caso dos outros. Improvisam situações e diálogos para atrair a aprovação alheia, e muitas, apesar de todo o desempenho e desgaste energético, nunca conseguem satisfazer a nada nem a ninguém.

[...] cabe só a nós desenvolver a própria existência, vivenciando os acertos e desacertos que as experiências da vida nos oferecem com aprendizado, e determinar o que é melhor e correto para nossa vida.

Hammed

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Quietude...


A quietude íntima faz com que alcancemos o equilíbrio perfeito para mantermos adequadas relações com as pessoas que encontramos, ou para agirmos convenientemente diante das situações que se sucedem em nosso dia-a-dia. Sem a permanente deterioração causada por ilusões ou desajustes emocionais, teremos mais tempo para diferenciar os fatos das ocorrências ilusórias.

Não-agir
Não significa prostração, ócio, morosidade, indolência, nem viver numa atmosfera do “esperar sentado ou mostrar uma disposição mínima para o trabalho”. Essa filosofia de vida descreve numa prática de realizar ou buscar as coisas suavemente, obedecendo ao movimento contínuo de algo que segue um curso natural, sem utilizar ações bruscas e intrusivas. Por exemplo: se observamos a naturalidade e espontaneidade da vida, podemos tomar decisões utilizando a sutileza, em vez da força.

HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Estaríamos à mercê do destino?


É o homem, por sua própria vontade, quem forja as próprias cadeias, é ele quem tece, fio por fio, dia a dia, do nascimento à morte, a rede de seu destino.
Léon Denis

Diante de acontecimentos desagradáveis no dia a dia, logo responsabilizamos a fatalidade e o destino, sem fazermos uma maior reflexão. Mas, será que tudo em nossa vida está predeterminado? Será que o nosso destino foi traçado? Como entender fatalidade em nossas vidas?
Lemos nos dicionários que fatalidade é a qualidade de fatal. E que fatal é o determinado, o marcado, o fixado pelo destino. Ou seja, é a atuação de uma força maior a nos submeter a acontecimentos que independem de nós e dos quais não se pode escapar. Precisamos refletir e ver outros pontos importantes em torno desses conceitos.
 Sendo a nossa intenção analisar o assunto dentro da visão espírita, vejamos o que nos diz O livro dos espíritos; nele nós lemos: “A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina destituída de vontade”. Concordamos com essa afirmativa, pois não nos vemos como máquinas. E se tudo já estivesse escrito, ninguém seria responsável por falta alguma, nem tão pouco teria mérito por coisa nenhuma. Seríamos meros fantoches e estaríamos à mercê do destino, o que nos parece incompatível com conceito de Justiça Divina que os espíritos nos apresentam.
Fatal, na verdadeira acepção da palavra, só o fato de que vamos um dia biologicamente morrer, pois, quanto às outras coisas, a cada momento estamos transformando. Entendemos que o destino é quase sempre a consequência de nossas atitudes mentais e comportamentais, das escolhas que fazemos utilizando o nosso livre-arbítrio. E esse raciocínio encontra explicação em O Livro dos Espíritos, no qual a espiritualidade diz: “Não acrediteis, porém, que tudo que acontece esteja escrito como se diz. Um acontecimento é quase sempre a consequência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de tal maneira que, se não tivésseis praticado aquele ato, o acontecimento não se verificaria”.
Contudo, fatalidade não é uma palavra vã, ela existe no gênero de existência que nós escolhemos como prova, expiação ou missão, antes de reencarnamos, pois existem escolhas quase impossíveis de serem alteradas, como as doenças congênitas, por exemplo. Conforme lemos na questão 851 também de O Livro dos Espíritos: “A fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra”. É necessário lembrar, ainda, o determinismo divino ao qual estamos submetidos, que é chamado pelo espírito Joanna Ângelis de fatalismo cármico da evolução, ou seja, a nossa destinação a felicidade e a perfeição.
Mas, mesmo assim, é através do uso de nosso livre arbítrio, que temos a liberdade de alterarmos, aproveitando ou não estas escolhas feitas ainda na espiritualidade, pois tanto podemos aproveitar através da resignação e da superação, quanto podemos nos revoltar perdendo assim a oportunidade de aperfeiçoamento que estamos vivendo.
O Espiritismo nos ensina a ver nos acontecimentos negativos e perturbadores muito mais que fatalidade e destino; ensina-nos a ver a consequência de nossas escolhas equivocadas, não apenas de outras encarnações, mas, também, de nossa atual encarnação. Ensina, ainda, que por mais difíceis que se apresentem as situações, nós somos senhores dos nossos destinos, que podemos com o nosso livre arbítrio alterarmos as nossas escolhas para trazermos o melhor para nossa existência. Como nos diz o orador espírita Divaldo Franco: “Você é o que fez de si, mas você será o que faça de você”.

José Antonio Ferreira da Silva